Ovelhas Incandescentes

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dicas para um ambiente de trabalho favorável.

Sempre tem aquele que reclama de tudo. Do caminho de ida, do caminho de volta, do meio do caminho e por aí vai.
E sempre que tiver a oportunidade, esse tipo vai virar para você e falar mais que o homem da cobra (seja lá o que isso signifique). Então, nem olhe para o lado, nem dê bom dia, de preferência, já esteja trabalhando quando este coleguinha chegar, porque se ele te ver ocupado, a probabilidade dele te alugar é menor.
Se pans, você consegue sair limpo, sem ter que ouvir preleções sobre o trânsito, o caminho, o trabalho e o que mais for.
Há também, o tipo que sabe tudo melhor que todo mundo. Vive falando dos erros dos outros, em voz alta. Esse tipo pode, mesmo, saber muita coisa, mas isso não basta. Ele tem, sempre, que vincular o "eu sei", com o "você fez errado e eu tenho que corrigir".
Para esse tipo, o método da "passagem" deve servir. Ele consiste em dois exercícios simples, feitos em sequência, semelhantes à respiração, que é: "entrar e sair". Deixe a conversa "entrar e sair". Entrar por um ouvido e sair pelo outro.
Se você estiver perto desse coleguinha, que normalmente, é um mal amado (mas não vamos entrar nesse detalhe, apesar de ser um dos motivos que explica o comportamento desse coleguinha), poderá fazer esse exercício frequentemente e em pouco tempo estará fera. Tenha certeza que isso te ajudará em outras áreas, também.
Essas são duas dicas fundamentais para conviver bem no trabalho. E resumem a única norma universal trabalhística, que é: "Faça o seu e fique na sua".

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Tudo errado... nunca mais.


Nada está certo, nunca.
Nunca estava bom, nada.
Tudo errado, sempre.

Até que cansou.
Cansou de estar errada. Cansou do sempre. Chegou!
Escreveu um bilhete e deixou no quarto da mãe... pegou de volta e rasgou.
Perdeu a coragem? Não!
Escreveu outro melhor, deixou no próprio quarto.

Foi para o banheiro... começou a encher a banheira. Era como um ritual. O último banho. A água se espalhava pelo chão. Lágrimas se misturavam à água. As últimas lágrimas. A última vez que chorava.

E tudo, agora, era passado.
Passado que ficava, futuro que chegava.

A mãe chegou minutos depois. Mas era tarde. Sempre foi.
Chegou em casa e não encontrou a filha no quarto, como de costume. Encontrou um quarto revirado.
Chegou a pensar que a casa tinha sido assaltada... mas só o quarto?

Ouviu a torneira pingando no banheiro de cima. Um barulho de água, que parecia se espalhar pelo chão.
Pela fresta da porta, viu que a água da banheira transbordara... embora estivesse vazia.
Já poderia imaginar o que tinha acontecido... embora, sempre tenha pensado que a filha jamais teria coragem para isso. Mas ela teve.

Uma lágrima escorreu pelo seu rosto... tarde demais. Não havia chegado a tempo... e mesmo que tivesse chegado, já não dava mais tempo... há muito tempo.
Sua filha se foi para sempre.

Foi o último banho, as últimas lágrimas que se espalhavam pelo chão.
Foi a última vez que chorou. E fez tudo escoar ralo abaixo.
Nunca mais.

Uma rajada de vento fez tremer a janela.
Do outro lado da cidade, um corpo desconhecido dava entrada no I.M.L.
Em algum lugar, alguém chorava a falta de alguém.
No aeroporto, alguém embarcava em uma viagem sem volta.

Saiu e fechou a porta do banheiro. Que ele também chorasse sua perda, em paz.
Voltou para o quarto da filha, onde tudo apontava sua falta.
Encontrou o bilhete que dizia:

"Sorry Mom,
Eu nunca serei a filha que você quer... ainda bem!
Seja feliz, porque isso, eu serei!"

Agora, realmente, chorava.
Sua filha se foi para sempre.

E quem estiver pensando em suicídio, esqueça.
No momento em que a mãe entrava em casa, sua filha embarcava na 1° classe de um voo para a Califórnia.
A essa hora, deveria estar caminhando pela praia, sem lembrar do passado. Agora só havia futuro.
Ela nunca mais voltaria. E isso era para sempre.
Fizera a coisa certa desta vez.